Hollywood Bohemians Brazilian Take
A columnist in the Gay Brazilian magazine ISTOE wrote the following:
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Na época de ouro do cinema americano, os estúdios faziam vista grossa à homossexualidade de alguns astros e usavam os boatos para atrair o público Ivan Claudio
A primeira vez que a palavra gay foi ouvida no cinema como sinônimo de homossexual aconteceu no filme “Levada da Breca”, há 70 anos. Foi dita numa das cenas mais engraçadas dessa comédia de Howard Hawks pelo ator americano Cary Grant – e foi por isso que não passou despercebida. Grant (1904 -1986) era para a Hollywood dos anos dourados o que Tom Cruise é para a indústria do cinema nos dias de hoje. Um dos atores preferidos de Alfred Hitchcock, com quem fez clássicos como “Ladrão de Casaca” e “Intriga Internacional”, ele serviu de modelo para Ian Fleming criar o agente secreto 007.
Devido à sua popularidade se dava ao luxo da autogozação. Era esse, com certeza, o seu propósito nessa famosa cena, quando o personagem que interpretava, obrigado a sair do banho vestido no extravagante “peignoir” de uma garota, vai atender a porta da casa. Ao vê-lo enfiado num traje feminino, a velhinha que tocara a campainha pergunta-lhe o que significava aquela palhaçada. “É porque, subitamente, me transformei em um gay”, diz Grant. O diálogo é um óbvio comentário ao que circulava nas revistas de fofoca da época: o ator, solteiro e um dos mais cobiçados da época, seria homossexual. E isso porque ele vivia numa mansão em Santa Monica, em Los Angeles, com o amigo Randolph Scott, estrela dos faroestes. Trata-se de uma situação emblemática do ambiente “simpatizante” da Hollywood daquele período, que não apenas tolerava a diferença sexual como a usava para vender a imagem de que a meca do cinema era um lugar cosmopolita, exótico e excitante.
Algo como a Paris do fim do século XIX. Essa tese controversa é defendida pelo historiador americano Brett Abrams, que acaba de lançar nos EUA o livro “Hollywood Bohemians – Trangressive Sexuality and The Selling of the Movieland Dream” (Os Boêmios de Hollywood – Sexualidade Transgressiva e a Venda do Sonho da Terra do Cinema). “Nos anos 1920 e 1930 a publicidade, os filmes e os livros de ficção sobre o ambiente hollywoodiano mostravam uma complexa e geralmente positiva imagem dos gays, lésbicas e heterossexuais que viviam um casamento aberto”, disse Abrams à ISTOÉ. “A indústria do cinema usava o exemplo desses artistas para excitar o público e fazer Hollywood parecer única e especial. E o público entendia o recado.” Arquivista do National Archives and Records Administration, em Washington, ele pesquisou revistas de celebridades, colunas de fofoca e edições inteiras dos jornais de Los Angeles. Como bolsista da divisão de cinema da Livraria do Congresso, viu filmes esquecidos que tratavam do cotidiano nos estúdios e leu 70 livros de ficção sobre o mesmo tema, escritos entre 1915 e 1950. Num dia de pesquisas na livraria da Academy of Motion Pictures, em Beverly Hills, ele encontrou o álbum de 30 fotos esquecidas que os estúdios Paramount fizeram em 1932 para divulgar o charme da vida de solteiro de Cary Grant e Randolph Scott. Era a prova cabal do lado “gay friendly” da Hollywood nos anos 30. “A descoberta desse material me desconcertou”, diz. As imagens de Grant e Scott, tratados pela imprensa como “o casal feliz”, os mostram na piscina, levantando pesos, fazendo cooper, jogando dama ou jantando à luz de velas. Num flagrante bem íntimo, Scott aparece sentado à mesa olhando um documento, como se estivesse fazendo contas, enquanto Grant o observa de pé, a mão apoiada no ombro do amigo. “Aqui estamos, vivendo da forma que achamos melhor como solteiros, numa ótima casa e a um preço relativamente barato”, disse Grant a uma revista de fãs da época. Bela economia: essa mesma casa, com praia particular no litoral californiano e que ficou conhecida como a “mansão dos solteirões”, foi leiloada há três anos com um lance mínimo de US$ 4 milhões.
Dessa série, a foto que mais intrigou Abrams foi aquela que mostra a silhueta dos dois amigos no clima romântico de um fim de tarde, diante do mar. “A imagem de dois homens fumando juntos aparecia com frequência em filmes da época. No entanto, essas cenas aconteciam em bares e outros lugares “masculinos” e não em ambientes tidos como românticos. A interação entre eles não dava a entender que formavam um par, sem qualquer pessoa a sua volta”, escreve o historiador. “Um homem nunca acendia o cigarro de outro homem se um deles já estivesse com o cigarro na boca.”
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Li a matéria sobre o livro Hollywood Bohemians na revista época e confesso estar muito curiosa para poder ler o livro e também adquiri-lo.
Sou apaixonada com as décadas de 30, 40 e 50 no cinema e apaixonada por biografias.
Parabéns pelo ótimo post e estarei adicionado seu blog aos meus prediletos
Um grande abraço
Júnia
I read the substance on the book Hollywood Bohemians in the magazine time and confess to be very curious to be able to read the book and also adquiriz it. I am gotten passionate with the decades of 30, 40 and 50 in the cinema and gotten passionate by biographies. Congratulations for excellent post and I will be added to its blog to my favourites A great one I hug Júnia
I really appreciate your comment and am sending you some photos used in the book.
Brett
correção: Revista ISTOÉ*